Aluguéis residenciais: mercado se ajusta à nova realidade brasileira
Há mais de dois anos o mercado imobiliário vem mostrando o seu poder de ajustamento à nova realidade brasileira, no que diz respeito aos aluguéis residenciais. A opinião é do presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios (AABIC), José Roberto Graiche, para quem, além da consolidação da estabilidade dos preços e as novas moedas lançados em julho último, "os quatro anos do Real proporcionaram outras novidades e trouxeram boas perspectivas para a sociedade". As dificuldades encontradas no início do Plano são coisas do passado, "muito embora outros problemas tenham surgido e precisem ser enfrentados com o mesmo empenho e com a colaboração de todos os setores da economia".
Graiche salienta que, no caso específico dos aluguéis residenciais, o mercado vem mostrando, há mais de dois anos, o seu poder de se auto-ajustar à nova realidade brasileira, sem qualquer interferência estatal. "Tanto é verdade que, neste período, os valores pedidos foram sendo adequados de acordo com a situação econômica dos inquilinos, perdendo gorduras acumuladas".
Já para os dirigentes do grupo Paula Santos, o mercado de locações de imóveis residenciais e comerciais, depois de sucessivas quedas nos preços dos aluguéis, começa a manifestar uma positiva tendência de estabilidade, "podendo ocorrer até mesmo pequenas altas, em virtude de uma eventual readequação dos valores".
Registra-se, ainda, em Sorocaba a mesma tendência que vem ocorrendo em outros pontos, como São Paulo, onde o ritmo apresentado pelo mercado, desde o início do ano, era de uma baixa no valor das locações residenciais. Sente-se uma estabilização nos valores praticados e já existe uma perspectiva de melhora acentuada. Para a AABIC de São Paulo, a redução gradual dos valores das locações deveu-se, principalmente, à grande quantidade de casas e apartamentos colocados no mercado desde o início do ano. "Ao mesmo tempo em que os preços dos aluguéis sofreram queda no primeiro semestre, o número de ofertas cresceu significativamente".
Outro ponto analisado pela AABIC diz respeito à normalização das ações de despejo que, de acordo com levantamento efetuado, diminuiu nos últimos meses. "A situação do mercado de locação, fechando os quatro anos do Plano Real, não poderia ser melhor: os aluguéis subiram dentro dos índices normais e a oferta de imóveis também registrou um aumento considerável".
Dirigentes do grupo Paula Santos reafirmam, porém, que este momento é de os proprietários de imóveis se conscientizarem do lembrete feito recentemente quanto à necessidade do imóvel estar plenamente conservado, "a fim de que, com o reaquecimento do processo de locação, haver uma interação sincronizada entre o locador e o locatário".